neuroplasticidade e neurofeedback

O Neurofeedback promove o crescimento e alterações a um nível celular.

              OS VELHOS MITOS:

              • O cérebro não muda depois de adulto.

              • Apenas usamos uma pequena parte do cérebro.

              • Algumas áreas estão ativas quando pensamos, mas fica em repouso quando não fazemos nada.


              FALSOS! Mesmo em repouso, o cérebro está ativo! E a investigação cientifica atual indica que o cérebro adulto é capaz de se reorganizar a todo o momento:

              1. Quimicamente: o nosso cérebro pode aumentar a quantidade de substâncias químicas que estimulam as células, promovendo a aprendizagem e memória de curto prazo.

              2. Estruturalmente: alterando as ligações entre os neurónios, estando relacionado com a aprendizagem de longo prazo. 
              3. Funcionalmente: pode alterar quando e como ativar determinadas áreas, promovendo a reutilização de outras áreas cerebrais em caso de lesão, em substituição das originais, por exemplo.

              A neuroplasticidade refere-se sobretudo à capacidade do nosso cérebro se reorganizar.

              Mas o cérebro humano é também capaz de se reajustar devido à neurogénese:

              A Neurogénese é o processo de geração de novas células. Pensa-se que ocorre no hipocampo e cerebelo e afeta a aprendizagem, memoria, humor e emoção. A cientista Sandrine Thuret estima que produzimos 700 novos neurónios por dia durante toda a vida. Esses novos neuronios ajudam o cérebro a reorganizar-se, portanto, a melhorar a neuroplasticidade. 

              Mas os estudos indicam qye o que fazemos com esses neurónios novos depende de fatores como:

              • Stress: causa de inflamação no cérebro, pode ter como consequencia o bloqueio da neurogénese.               

              • Privação do sono: efeito similar ao do stress.

              • Sexo: promove a neurogénese.

              • Idade: apesar de se manter a neurogénese esta vai-se reduzindo com a idade. A neuroplasticidade é menor também devido à elevada especificidade que as areas cerebrais vão obtendo com o desenvolvimento de criança para adulto.  

              • Exercício físico: um estudo de Henriette van Praag, et al., de 1999 (nature neuroscience) revela o aumento significativamente maior de novos neuronios em individuos que praticam exercicio fisico regular

              • O que comemos: alimentos como flavonoides, acidos gordos, alimentos com estrutura promovem a neurogénese.

              • Como comemos: podemos favorecer a neurogenese pela restrição do numero de calorias entre 20 a 30% ou por exemplo através de jejum intermitente, este utlimo aumenta a produção de homrmona de crescimento, promovendo a reparação celular.

              • Quimioterapia e neurotoxinasSandrine Thuret identifica a quimioterapia como causa de bloqueio da neurogénese e este bloqueio como um fator que potencia a depressão.

              • A aprendizagem:  é um grande driver de neuroplasticidade mas 110% dependente de fatores motivacionais. Cria novas ligações no nosso cérebro.


              Se bloquearmos a neurogénese, afetamos funções como a memória, em particular ao nível do reconhecimento espacial.
              A qualidade da memória também é afetada: perdemos a capacidade de distinguir objetos individualmente ou entre objetos similares colocados em posições espaciais diferentes.

              A neurogênese  e a neuroplasticidade trabalham juntos para remodelar a forma como pensamos, lembramos e nos comportamos.

              Como o neurofeedback afeta a neuroplasticidade?

              O Neurofeedback é uma forma de aprendizagem,  similar a um programa de exercícios que reforça os caminhos neuronais ao mesmo tempo que aumenta a resiliência e a flexibilidade neurológica.

              O Neurofeedback afeta de forma direta a neuroplasticidade do cérebro, pelo facto de, nos treinos, se alterarem as ligações existentes entre áreas e células nervosas, reforçando-as ou inibindo-as consoante se identifiquem  como disfuncionais.

              O que sucede a um nível celular é que a energia é desviada de certas vias neurológicas disfuncionais e direcionada para outras que favorecem padrões mais saudáveis e levam a que novos axónios e dendrites (as conexões entre os neurónios) surjam à medida que os participantes alteram as suas ondas cerebrais. 

              Um estudo recente mostrou que as alterações na substância branca do cérebro resultantes do neurofeedback podem ser observadas após apenas uma sessão de treino de uma hora:



              O neurofeedback está a mudar o campo da neurociência à medida que mais estudos são realizados para avaliar a sua eficácia. Muitos mais precisam de ser realizados, mas há evidências significativas que mostram que o neurofeedback é uma intervenção neurológica eficaz e com efeitos significativos na plasticidade do cérebro.