Treino de neurofeedback

porque funciona o neurofeedback

A forma de treino mais antiga e mais popular é o treino de frequências. Neste tipo de treino medimos o desempenho ao nível de bandas de frequências do registo de EEG. Uma forma de explicar este tipo de treino é analisar o ciclo do sono, ou seja, observar as bandas prevalecentes em cada fase do ciclo do sono:  



Estudos realizados até ao momento permitiram perceber por exemplo, que determinadas bandas de frequências não deveriam estar presentes ou ser tão "intensas" quando estamos acordados e em determinada zona do cérebro. Por exemplo, os sintomas de défice de atenção estão classicamente associados a rácios de ondas teta/beta muito altos.  

Neste caso, a abordagem tem como objetivo ativar determinada rede neuronal, o que é conseguido através do reforço da amplitude de determinada(s) banda(s) de frequências durante os treinos.  


















 


(Imagem obtida do software Biotrace+ com equipamento Nexus10 MindMedia)


Um segundo tipo de treino tornou-se standard na Europa nos últimos anos: o SCP (slow cortical potentials). Neste tipo de treino, o foco é colocado sobre a aprendizagem do auto-controlo da ativação e inibição cortical. Para medir estes sinais é necessário dispor de equipamentos com elevada sensibilidade e forma de identificar e anular o "ruído" no registo do EEG (artefactos), causados por fatores como movimentos oculares. Este tipo de neurofeedback inclui ainda mecanismos de generalização, o que favorece a continuidade dos efeitos da aprendizagem em situações fora do consultório.  

Os estudos indicam que os sinais de SCP estão relacionados com o desempenho cognitivo e com ações motoras. O mecanismo que explica os bons resultados nos sintomas de défice de atenção e hiperatividade e epilepsia  resultam da capacidade de auto-controlo alcançada através do treino da ativação e da inibição neurológica através do neurofeedback.